Ciência

Computação quântica: o que já é real e o que ainda é promessa

Redação Franey Lacerda · 18/08/2026 · 89 visualizações
Computação quântica: o que já é real e o que ainda é promessa

Em que a computação quântica é diferente

Computadores tradicionais processam informação em bits, que valem 0 ou 1. Computadores quânticos usam qubits, que — graças a fenômenos da física quântica como a superposição — podem representar uma combinação de 0 e 1 ao mesmo tempo. Isso permite, em teoria, que certos tipos de cálculo sejam feitos de forma exponencialmente mais rápida do que em um computador comum.

O que já é realidade

Empresas de tecnologia já operam processadores quânticos experimentais capazes de executar cálculos específicos mais rápido que supercomputadores clássicos — os chamados experimentos de "vantagem quântica". Esses sistemas, porém, ainda são extremamente sensíveis a interferências externas, exigem temperaturas próximas do zero absoluto para funcionar e são úteis apenas para um conjunto limitado de problemas muito específicos.

O que ainda está longe

Um computador quântico de uso geral, capaz de rodar qualquer tipo de programa como um computador comum faz, ainda não existe e pode levar décadas para se tornar realidade. Os qubits atuais têm taxa de erro alta e "esquecem" informação rapidamente, um problema conhecido como decoerência, que os cientistas ainda tentam resolver em escala.

Por que isso importa

Áreas como descoberta de novos medicamentos, otimização logística e criptografia devem ser as primeiras a sentir impacto real da computação quântica, justamente por envolverem cálculos que crescem de forma explosiva em complexidade — exatamente o tipo de problema em que a vantagem quântica teórica mais se destaca.

Chips